quarta-feira, 28 de março de 2007

Iraque mata mais que o 11 de setembro

A idéia de "catequizar" o Iraque custou caro aos próprios americanos. No Natal de 2006 mais famílias choravam a ausência de seus filhos do que no final de ano de 2001. Desde o início do conflito no Oriente Médio, em março de 2003, 2.978 oficiais morreram, cinco a mais do que vítimas no atentado nos EUA. Isso até 26 de dezembro de 2006.

Olhar os númeors é o suficiente para dar um basta à busca por petrodólares, não? Não pra Bush Filho, que quer mais. Mais soldados. Mais dinheiro. Mais armas. Uma equação maluca que só pode gerar mais mortes. Tudo pelo simples luxo de encher um cofre que até o sovina do Tio Patinhas se daria por contente em nadar.

Será que algum senador vai mudar de idéia e alistar, por livre e espontânea vontade o próprio filho? Que morram os jovens dos guetos para a indústria da guerra sorrir de orelha a orelha.

Falsos seqüestros e falsos alertas na sociedade do medo

A onda de "falsos seqüestros" por telefone é o perfeito exemplo do que se tornou a sociedade pós-PCC, algo similar com que se instalou nos EUA com o pós-11/9. Vivemos uma época, quer dizer, difícil falar em "viver" estes fatos quando eles não acontecem de fato.

Explico: seqüestros que não acontecem atormentam famílias via telefone, que, desesperadas, depositam dinheiro em contas de bandidos a troco de nada. A imprensa supervaloriza fatos diários causando o pânico desnecessário, mesmo o caso não sendo violência. Enchentes, atrasos em aeroportos, coisas do tipo se tornam pautas urgentes do dia e são esquecidas no dia posterior.

Um dos pilares que constituem este novo formato de sociedade é o medo pregado pelo governo norte-americano após os ataques de 11/9. O governo Bush criou um sistema de alertas baseados em cores (azul, amarelo, laranja, vermelho, etc.) que mostram o status do risco de um ataque. No entanto, nunca foram divulgados os critérios para a escolha destes alertas, muito menos o porquê destas medidas.

Geralmente encontramos atitudes deste tipo em governos decadentes. Podemos lembrar que Bush tinha uma de suas piores avaliações antes dos ataques terroristas do 11/9. É visível que a criação de um problema dá uma brecha para que o governo entre a ação e crie uma solução instantânea para para a crise. Neste caso, Bush invadiu o Afeganistão, movimentou sua indústria bélica, e não achou nada. O que se repetiu posteriormente no Iraque. O resultado disso até o momento? Mais mortos no Iraque do que nos ataques de 11/9 e nada de Bin Laden ou armas químicas. A indústria bélica agradece.