quarta-feira, 16 de maio de 2007

A violência invisível

A violência invisível não deixa marcas físicas, acontece em diferentes situações e, em diversas vezes não a percebemos, porque passa a fazer parte do nosso cotidiano, sem questionamentos de nossa parte.

Ela tem várias formas de manifestação. Nas relações interpessoais aparece em papéis como os de marido-mulher, pais-filhos, patrão-empregado, professor-aluno etc.

São mensagens que humilham e, à medida que são ditas, vão pouco a pouco fazendo parte de nosso inconsciente. Isso acaba gerando dúvidas sobre nossas reais potencialidades e capacidades, o que, futuramente pode levar a uma depressão. Essa situação tem início aos poucos, por isso é difícil de ser questionada.

Quando essas mensagens são passadas de pais para filhos, a criança vai desenvolvendo uma baixa auto-estima que afeta a sua confiança para enfrentar situações da vida.

Como, historicamente, a mulher tem assumido um papel mais submisso em relação ao homem, é mais freqüente encontrar mulheres que não expõem seus sentimentos.

Essa é uma violência invisível que ela pratica contra si mesma. Nessa forma de relação, passa a imperar o pensamento familiar pela visão masculina. Com a continuidade desse processo, vai se intensificando o sentimento de nulidade na mulher.

O que pode trazer algum tipo de mudança é o questionamento e, a partir daí, buscar uma forma de se relacionar que se manifeste em uma livre expressão dos sentimentos e respeito ao jeito do outro ser.

quarta-feira, 2 de maio de 2007

E nós, vamos fazer algo?

A morte do garoto João Hélio, arrastado por bandidos pelas ruas do Rio de Janeiro, acendeu uma lâmpada em parcelas da sociedade brasileira: nós vamos continuar parados e ver a violência tomar conta de nossas vidas sem reagir?

Nesse mix de sentimentos, entre vingança e mobilização social, surge o site "Eu vou fazer Algo". A proposta é simples: responder e dar sugestões, diretrizes para que cada um possa, do seu modo, coibir ou modificar o cenário atual brasileiro. O endereço apresenta a situação do sistema prisional brasileiro, o porte de armas, os homicíos na juventude, etc. Entre os muitos "conselhos" dados pelo site, alguns são, de fato, válidos e já testados em outras situações. Veja alguns:

- Se você for vítima de crime, faça o boletim de ocorrência (pode ser óbvio para alguns, mas a polícia brasileira acredita que muitos dos furtos que acontecem diariamente não são registrados. A falha ocorre tanto pelo excesso de burocracia para registrar o roubo mas também por uma "preguiça" de grande parte das vítimas)

- Mande um e-mail para deputados e senadores pedindo seriedade (...) na aprovação de leis que combatam a violência (a proposta sempre é retomada, principalmente em períodos pré-eleitorais, para que se fiscalize a atuação de nossos representantes. Ela vale aqui não só para a violência mas também para tudo aquilo que queremos mudar em nossa sociedade: educação, saúde, desemprego, políticas sociais, etc)

Pode ser uma ação simples, mas que vale ser comentada: o site é divulgado por uma estação de rádio da Grande São Paulo, o que dá uma maior visibilidade à iniciativa. Com o apoio da "Viva Rio" e "Instituto Sou da Paz", é um espaço feito para que cada um, de uma maneira breve e simples, dê o primeiro passo para sair da imobilidade que afoga todas as boas idéias e iniciativas espalhadas por aí.

Site: http://www.euvoufazeralgo.com.br/