A violência invisível não deixa marcas físicas, acontece em diferentes situações e, em diversas vezes não a percebemos, porque passa a fazer parte do nosso cotidiano, sem questionamentos de nossa parte.
Ela tem várias formas de manifestação. Nas relações interpessoais aparece em papéis como os de marido-mulher, pais-filhos, patrão-empregado, professor-aluno etc.
São mensagens que humilham e, à medida que são ditas, vão pouco a pouco fazendo parte de nosso inconsciente. Isso acaba gerando dúvidas sobre nossas reais potencialidades e capacidades, o que, futuramente pode levar a uma depressão. Essa situação tem início aos poucos, por isso é difícil de ser questionada.
Quando essas mensagens são passadas de pais para filhos, a criança vai desenvolvendo uma baixa auto-estima que afeta a sua confiança para enfrentar situações da vida.
Como, historicamente, a mulher tem assumido um papel mais submisso em relação ao homem, é mais freqüente encontrar mulheres que não expõem seus sentimentos.
Essa é uma violência invisível que ela pratica contra si mesma. Nessa forma de relação, passa a imperar o pensamento familiar pela visão masculina. Com a continuidade desse processo, vai se intensificando o sentimento de nulidade na mulher.
O que pode trazer algum tipo de mudança é o questionamento e, a partir daí, buscar uma forma de se relacionar que se manifeste em uma livre expressão dos sentimentos e respeito ao jeito do outro ser.
quarta-feira, 16 de maio de 2007
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